Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra

A VIII edição do “Jazz ao Centro” mantém o formato experimentado pela primeira vez em 2008, concentrando a sua programação na última semana de Maio e primeira de Junho. De 24 de Maio a 5 de Junho, vários espaços da cidade de Coimbra acolherão dez concertos, actividades pedagógicas, um pequeno ciclo de cinema, exposições de fotografia.

O primeiro fim de semana de concertos terá como protagonistas dois grupos norte-americanos. O quarteto Mostly Other People do The Killing actuará, por três dias consecutivos (27, 28 e 29 de Maio), nas “after-hours” do Salão Brazil, enquanto que os Digital Primitives subirão ao palco do Teatro Académico de Gil Vicente, na noite de 29 de Maio.

Na segunda semana de festival, o TAGV é o local escolhido para o encontro entre duas figuras cimeiras da música criativa de ambos os lados de Atlântico, o americano Tim Berne e o francês Bruno Chevillon. O Salão Brazil receberá, nos dias 3 e 4 de Junho, a European Movement Jazz Orchestra, constituída por alguns dos mais promissores músicos europeus e onde Portugal está bem representado. No dia 5 de Junho, e com honras de fecho do festival, é a vez do Convergente Quartet (GB, EUA) actuar no salão da Baixa coimbrã.

O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha acolhe duas propostas pensadas para o seu espaço. Na Sexta-feira, dia 28 de Maio, actuará, a solo, o trompetista Peter Evans. Na Sexta-feira, 4 de Junho, será a vez do duo Jean-Luc Guionnet (saxofone alto) Seijiro Murayama (percussão). Ambos os concertos terão lugar às 19h00, em finais de tarde que se prevêm plenos de encantamento.

Em Coimbra, despedimo-nos da Primavera com jazz.

– Concertos

»Mostly Other People Do the Killing (EUA)
27, 28 e 29 de Maio – 23h00 / 23h45 / 23h45
Salão Brazil
Peter Evans – trompete
Jon Irabagon – saxofone alto
Kevin Shea – bateria
Moppa Elliott – contrabaixo

»Peter Evans solo (EUA)
28 de Maio – 19h00
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
Peter Evans – trompete

»Digital Primitives (EUA/Israel)
29 de Maio – 22h00
TAGV – Teatro Académico de Gil Vicente
Cooper-Moore – voz, banjo, diddley bow, mouth bow, flauta e percussão
Assif Tsahar – sax tenor, clarinete baixo
Chad Taylor – bateria, percussão, m’bira

»EMJO – European Movement Jazz Orchestra (Portugal/Alemanha/Eslovénia)
3 e 4 de Junho – 23 / 23h45
Salão Brazil
Izidor Leitinger – condução
Beny Brown, Mathias Schriefl, Alexander Hartmann, Igor Matkovic, Susana Santos-Silva – trompetes
Uwe Steinmetz, Jaka Kopac, Philipp Gropper, Jure Pukl, Elmano Coelho – saxofones
Jörn Marcussen-Wulff, Lars Arens, Paulo Perfeito, Rui Bandeira – trombones
Jani Moder- guitarra
Kaja Draksler – piano
Robert Jukic, André Carvalho – contrabaixo, baixo eléctrico
Tobias Backhaus – bateria

»Jean-Luc Guionnet/Seijiro Murayama (França/ EUA)
4 de Junho – 19h00
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
Jean-Luc Guionnet – saxofone alto
Seijiro Murayama – bateria, percussão

»Tim Berne / Bruno Chevillon (EUA/França)
5 de Junho – 22h00
Teatro Académico de Gil Vicente
Tim Berne – saxofone alto
Bruno Chevillon – contrabaixo

» The Convergence Quartet (EUA/GB)
5 de Junho – 23h45
Salão Brazil
Taylor Ho Bynum – corneta, fliscórnio
Harris Eisenstadt – bateria
Alexander Hawkins – piano
Dominic Lash – contrabaixo

– Acção Didáctica

» Oficina de Jazz para Miúdos
1 de Junho – 10h30/14h30
Casa Municipal da Cultura (Sala Polivalente)
Maria Morbey – voz e narração
José Soares – guitarra

– Cinema

» My Name is Albert Ayler
26 de Maio – 22h00
Sala Arte à Parte
Suécia | 2007
Realizador: Kasper Collin
Língua: Inglês | Duração: 79 m

O profético saxofonista Albert Ayler, hoje visto como um dos maiores inovadores no jazz, vivia obcecado com a sua música e pela esperança de que, no futuro, as pessoas a iriam compreender. Ayler dizia frequentemente “If they don’t like it know, they will”. Em 1962, gravou o seu primeiro álbum, na Suécia. Oito anos mais tarde, foi encontrado morto no New York East River. Tinha 34 anos de idade. Este documento segue o percurso de Ayler, desde a sua Cleveland natal, passando pela Suécia e por Nova Iorque e encontrando família, amigos e colegas mais próximos. O próprio Ayler nos guia, com a sua voz e a sua música.

» Amplified Gesture
2 de Junho – 22h00
Sala Arte à Parte
GB/Austria/França | 2009
Realizador: Phil Hopkins
Produção: David Sylvian
Língua: Inglês | Cor: p/b | Duração: 55 m

Quando David Sylvian terminou o seu mais recente disco, intitulado “Manafon”, sentiu necessidade de documentar as filosofias individuais do conjunto extraordinário de músicos que tinham colaborado na feitura de “Manafon”, perguntando-lhes o que os tinha guiado nas suas carreiras dedicadas à experimentação e pesquisa sonoras. Este conjunto de músicos inclui Christian Fennesz,Toshimaru Nakamura, Evan Parker, Eddie Prévost, Keith Rowe, John Tilbury, Otomo Yoshihide, John Butcher, entre outros.
O filme acaba por documentar as opiniões dos músicos acerca do seu trabalho, das suas influências, da evolução das suas ideiais e das suas filosofias pessoais.

– Exposições

24 de Maio a 5 de Junho
Salão Brazil
Fotografia
Retrospectiva Portugal Jazz 2008 – Fotografias de Hélio Gomes